terça-feira, 4 de maio de 2010

Killed, dead, murdered... Still, alive.

Resolvi afogar algumas frustrações aqui no blog... Ignorem, provavelmente eu apague esse post daqui a alguns dias... E lá se vão mais palavras:

I just can't get enough of trying to give in
Each waiver means a new beginning
And, soever I keep blinding myself by the truth hidden in each lie
I deep within know that nothing is what you're full of

Am I the only one to misbelieve love?
No matter how happy I got when knowing hope wasn't dead
I knew it would mean nothing
Because I'd been long killed

Killed by the fear I felt about facing it
Killed by the loneliness that adopted me
Killed by the redention I still believed in
Killed by the poison I myself drank

I just can't get enough of writing about this
And then, I wonder: is it really you who I'm aching for?
What'd I rather: living like I've been or keep on trying?
I deep within know that none of the choices would end up good

I forgive you for letting me down
I forgive you for pretending, and for lying too
Whatsoever your sorries mean, can't mean how sorry I am for myself
Because after all, I wouldn't forgive myself for forgiving ya.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

É isso aí...

Profundamente perdido nesse torpor onde me encontro, consigo ver o fantasma existente no meu vazio. Minha depressão é refletida em cada canto opaco aonde eu olho. Meus medos são meus melhores amigos, e os sonhos e esperanças, os piores inimigos. Eu já não sei o que é amar; eu já não sei o que é odiar.

É tão automático como falamos que amamos uns aos outros, como inventamos mentiras - das mais banais às mais impactantes -, como fazemos as coisas parecerem repentinas quando deveriam ser duradouras.

Aleatoriamente selecionamos o que e quem nos convêm, e disso nos aproveitamos. Como se fossemos personagens, damos valor a um roteiro imposto por ninguém, mas seguido por quase todos. Temos muito “faça!” e pouco “estou fazendo!”. Carecemos de sentimentos, o que há algum tempo já tem sido trocado por abstinência ou tem sido comprado por um valor tão baixo que chega a envergonhar.

É isso que somos? É a isso que viemos? Se for realmente esse o propósito da nossa existência - rebaixar-nos, a cada mísera oportunidade -, por favor, me acordem quando a sociedade estiver extinta.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Trials

We came to an agreement in good health that, if no one would take care of us, we'd be fine by ourselves. It was time to fight abuse of those who don't deserve our spit. Why is it that we crave the praise from the people who least deserve it?

Thinking of it is painful. It's better to accept it all. Thinking of all the mothers and the daughters and the fathers and the sons who are waiting for a call that says "I didn't mean it, I love you for who you are". Whether you made it in this sick industry or not, you'll always be our special star.

I'll play Superman, I'll make you feel safe, so, why are you disappointed? Everything that I did for you means nothing, cuz you've turned out to be wicked. I'm a criminal, you're the victim; I am a cat and you are the mouse; I am the milkmaid that killed all the cows.


Original: Bad Kidz - Marina & The Diamonds

domingo, 28 de março de 2010

Entre Minhas Mãos

Nada para dizer
Nada para fazer
Durante dias inteiros eu perco meu tempo
O que estou esperando?
Pelo melhor, pelo pior?
Decidi partir, mudar de ares, me satisfazer
Eu, que sempre sonhei de olhos abertos
Resolvi traçar minhas fronteiras

Entre minhas mãos está o futuro
Estão todos os tesouros
Estão todos os segredos de meu destino
Entre minhas mãos estão os traços de meu caminho
O melhor me espera
Porque agora, minha vida está em minhas mãos



Original: Entre Mes Mains - Marie Mai

quinta-feira, 25 de março de 2010

Mentiras

Será que de tanto mentirmos para esconder nossa verdade
Acabamos transformando-a numa mentira
Quando resolvemos divulgá-la
Ou será que nossa verdade sempre foi uma mentira
Na qual nem nós acreditamos?



quarta-feira, 24 de março de 2010

O Último Silêncio

Solitariamente caminhava aquele garotinho à margem de um rio, com um olhar de decepção, e, à passos lentos, ziguezagueava. Ao me deparar com aquela cena, fiquei observando de um ângulo que não pudesse ser visto por aquele menino, curioso por ver o que ele faria. Em silêncio, fiquei por uns cinco minutos olhando o garoto ir e vir, sempre pela beira da margem do rio, como se pensasse na vida. Fiquei imaginando o que motivara - ou desmotivara - aquele menino a estar ali, à tarde, sob sol forte, vagando tristemente perto daquele rio.
De repente, fui surpreendido por um senhor, bem idoso mesmo, que não sei dizer de onde surgiu. Como se tivesse lido meus pensamentos, o velhinho prontamente disse: "Olá, meu jovem. Eu sei que você não me conhece, mas eu lhe conheço melhor que você mesmo. Não tenha medo de mim, não pretendo lhe machucar nem assustar."
Fiquei confuso, e não me permiti decodificar as palavras ditas a seguir, pelo velhinho. Voltei a mim quando o idoso tocou meu braço, ainda falando, e então, voltei a entender suas palavras: "[...] e você deve estar se perguntando: quem é aquele menino ali? Por quê ele está vagando à beira desse rio tão calmo, indo e vindo?"

Pude perceber um sorriso malicioso e ao mesmo tempo falso no rosto daquele idoso, que já não me assustava mais, pois de certa forma me transmitia calma e paz. Respondi que realmente era no que eu estava pensando, e antes que eu me atrevesse a perguntar de onde aquele senhor surgira, ele tomou a palavra: "aquele era você, com seus 15 anos, ao ter sua primeira decepção amorosa, lembra?"
Aquela cena, de repente, como num filme, começou a se acelerar. Várias imagens me vieram a cabeça relacionadas àquela época da minha vida, a qual eu me esquecera que um dia vivi. Lembrei-me daquele dia no qual desisti de vez de amar alguém, por ter visto a pessoa que eu amava partindo, e ter ficado impotente, diante daquela situação, no dia que enfim tomei coragem para expressar o que eu sentia, o dia que era tarde demais.
Petrifiquei-me, e, gélido, pude perceber então que aquilo tudo não era real, e não passava de mim lembrando de fatos da minha vida, em meu leito de morte, solitário, por ter tido medo de chorar por amor e lutar pelo amor da pessoa que eu sempre amei, mas nunca soube disso. Então, antes de desaparecer, aquele idoso me disse que a unica pessoa que mereceria minhas lágrimas era aquela que jamais me faria chorar. Adormeci, profundamente, no último dos meus cochilos, sonhando com um infinito inalcançável, que, àquela altura, já estava mais próximo. E no silêncio gerado ao meu redor ecoava canções de ninar, que seriam as últimas que eu ouviria.

Atordoado

Você tira a minha vida
Mas ainda fico aqui, de alguma forma
Estou despedaçado no chão
Não consigo mais escutar meu coração
Tudo se dissolve
Tudo se transforma em pó

Sua frieza me devora

Não quero mais pensar em ti
Simplesmente te apaguei
Você me destruiu
Mas eu reergui as peças novamente
Sua estrela vai embora
A maré vem
E apaga todas as chamas




Original: Ich Kann Nichts Mehr Spüren - Fräulein Wunder